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CÍRIO 2022

Secretaria de Cultura abre Estação 3 do Preamar no Museu do Círio

A exposição apresenta o primeiro milagre atribuído a Virgem de Nazaré e a força da devoção anterior ao próprio Círio

Por Josie Soeiro (SECULT)
06/10/2022 13h46

Exposição tem peças sacras, como esta referente ao milagre de Dom Fuás, o nobre salvo do precipício por N. S. de NazaréDando continuidade à série de atividades do Preamar do Círio, foi aberta nesta quinta-feira, 6, a Estação 3 com a exposição “O Nobre, o Penhasco e a Virgem de Nazaré”, no Museu do Círio. A ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), é gratuita e seguirá aberta até dezembro, no espaço.

A amostra traz peças como quadros, imagens e painéis que fazem referência sobre um dos primeiros milagres atribuídos a Virgem de Nazaré, em Portugal, e que foram posteriormente inseridos no Círio de Nazaré, em Belém, por meio das fortes relações luso-paraenses.

“Esta exposição nos traz a visão do início da devoção a Nossa Senhora de Nazaré, que começa em Portugal, no ano de 1182, e chega à Amazônia, primeiro na vila de Vigia. Quando o caboclo Plácido encontra a Imagem, no ano de 1700, já existe uma devoção em torno da santa. Então, a devoção a Nossa Senhora de Nazaré é muito anterior ao próprio Círio, que oficialmente inicia em 1793 e começa a adquirir as tradições e a força da Amazônia”, comenta Anselmo Paes, diretor do Museu do Círio.

Segundo a lenda, o milagre de Dom Fuás ocorreu quando o nobre, prestes a cair de um precipício, viu a Virgem de Nazaré no Céu, e imediatamente o cavalo do nobre estancou, salvando-o da morte. O milagre é um dos mais divulgados e está presente em diversos cartazes do Círio, medalhas e objetos de época.

“Aqui reunimos elementos para mostrar como temos uma perspectiva diversa do que é o Círio. A intenção aqui é fazer a gente se encontrar em Portugal, mas também perceber o trânsito, mudanças e adaptações que Amazônia vai impor nessa devoção pela virgem de Nazaré. Trazemos a própria história do achado da Imagem por Dom Fuás Pinho, representada por uma peça cedida pelo Museu de Arte Sacra, vamos resgatar a presença do milagre no cartaz mais antigo do Círio, de 1878, que traz em um dos seus medalhões, a imagem do milagre, muito conhecido e referido nos primeiros Círios”, completa Anselmo.

A mostra, instalada no salão multimídia do Museu do Círio, conta com peças de azulejaria e da coleção Motoki do MEP, além de peças do século XIX que fazem parte da coleção do professor e historiador da UFPA, Aldrin Figueredo. Estas peças serão expostas pela primeira vez.

Também será possível conferir o manto do Círio de Nazaré mais antigo que se tem registro 1973, produzido pela mestra Alexandra. Em lados opostos da sala é possível ver a diferença de traços das imagens da Virgem de Nazaré de Portugal e da Virgem de Nazaré da Amazônia. Os painéis laterais da sala apresentam fotos e relatos com particularidades da devoção em Portugal e no Pará.

As particularidades e semelhanças entre a devoção lusitana e a paraense chamaram a atenção das turistas de Maceió, Ana Paula Farias e Gabriela Farias. “Não fazíamos ideia que essa devoção tinha começado muito antes do Círio. A força do Círio pode até deixar passar despercebido, por isso é muito interessante conhecer. Aqui encontramos muitos detalhes da festa que não conhecíamos como esse milagre, essa tradição que veio de Portugal. Estamos achando lindo e interessante começar a conhecer Belém por aqui”, ressalta Gabriela.

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