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CERTIFICAÇÃO

Emater pleiteia selo de qualidade para agricultores de Belterra

Por Redação - Agência PA (SECOM)
25/02/2015 16h30

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) vem trabalhando para garantir o Selo de Inspeção de Produção Familiar (Sipaf) para a produção do casal Ana Oléa e Valter Matias, de Belterra, no oeste paraense. Atendidos pela empresa há seis anos, os agricultores retiram da área a matéria-prima para a produção de biscoitos de nata, doces de frutas, geléias e licores.

A área de produção, de propriedade da família, está localizada no bairro Sondagem, e com a intervenção da Emater já ganhou um bosque que combina a produção de frutíferas com madeira de lei, como o cumaru e a andiroba, que garantem o enriquecimento da propriedade. Na área também funciona um restaurante natural. Para ajudar na garantia da qualidade da produção também foi adotada uma fossa ecológica, uma garantia de que os detritos produzidos pelo homem não infiltrem evitando a contaminação do lençol freático.

A idéia da Emater é garantir o Sipaf, emitido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para agregar valor à produção e também regularizar a comercialização dos produtos não apenas para o município, mas para outros estados e até para a exportação. “Dependendo da legislação que rege esses produtos, eles podem chegar a outros países”, diz o coordenador técnico da Emater, Paulo Lobato.

Toda a produção local é gerada nos moldes agroecológicos. Para a adubação das fruteiras a compostagem orgânica, o esterco dos animais e até o resto de folhas das árvores são usadas no processo. “Acreditamos que até meados deste ano a produção já esteja recebendo o selo de qualidade. Isso vai agregar valor aos produtos”, diz o técnico da Emater, Arilson Brito.

Também é intenção da Emater incentivar cada vez mais a produção agroeclógica para outras famílias de Belterra. A fossa ecológica é uma das alternativas para o processo. De construção razoavelmente fácil, na implantação do sistema podem ser usados pneus velhos, restos de material de construção e até frutíferas.

A bananeira é uma das alternativas apontadas. "Plantas que precisam de muita água para se desenvolver absorvem o que é eliminado dos detritos, construindo um processo anaeróbico. Quase 100% dos detritos que produzimos são constituídos quase que essencialmente de água, somente 1% é de resíduos sólidos, e a árvore vai absorver isso. Vale ressaltar que essa banana pode ser consumida sem nenhum problema”, confirma Brito.

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